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Crowdfunding A Árvore Bela, livro mostra a educação nas regiões mais pobres do mundo

Publicado por Bunker em 20/04/2017 às 10h44

A Bunker traz ao Brasil um dos livros mais importantes para pensar a educação, The Beautiful Tree (A Árvore Bela), do professor James Tooley. E para isso conta com a sua ajuda!

Estamos com uma campanha no Kickante para arrecadar o valor necessário para imprimir a obra em português.

 

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Sobre o Livro

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"Os pobres não tem educação.

Educação é para os filhos dos ricos!"

Quantas vezes já ouvimos esse discurso? Quantas vezes já não pensamos, como as pessoas mais vulneráveis podem ter educação de qualidade?

Enquanto o mundo discute o que fazer com os países subdesenvolvidos, como educar suas crianças, como reformas suas escolas, quem deve ser professor, quantos milhões serão doados etc., muitas famílias já resolveram a questão.

A Árvore Bela conta a história dessas famílias. Conta como nos lugares mais distantes, onde nenhum governo ou ajuda humanitária consegue chegar, as pessoas conseguem educação. A educação que podem, que confiam e que, mais do que tudo, escolheram para seus filhos.

James Tooley não apenas traz dados, tabelas e informações sobre o mundo das organizações e dos governos. Tooley conta histórias, nos mostra personagens, nos leva às favelas urbanas da Índia, se aventura no mundo rural da China, recria uma vila de pescadores na Nigéria.

A Árvore Bela é mais do que uma descoberta de um pesquisador, é um livro necessário para repensarmos a realidade brasileira, as políticas públicas e a educação que precisamos.

 

O livro conta com a tradução primorosa da Lorena Miranda Cutlak.

 

Nos ajude a dar ao leitor brasileiro este livro tão importante!

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Novos livros da Coleção Estudantes Pela Liberdade

Publicado por Bunker em 03/02/2017 às 12h51

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O Estudantes Pela Liberdade está lançando em parceria com a Bunker Editorial, dois novos livros traduzidos: O Fim do Estado Assistencialista e Paz, Amor e Liberdade, ambos escritos por Tom Palmer. O financiamento das publicações será feito por crowdfunding.

 

Paz, Amor e Liberdade

A guerra não é inevitável. Mas a paz também não pode ser alcançada por fé. Este livro apresenta evidências sobre o que promove a paz, e o que a transforma em conflito. Os dados demonstram que o mundo pode continuar a ser mais pacífico se limitarmos o governo e apoiarmos o livre comércio, o império da lei e direitos iguais.

 

O Fim do Estado Assistencialista

O Estado Assistencialista está quebrado. E não é apenas a sua dívida gigantesca. São seus passivos para o futuro - trilhões e trilhões. São as moedas cada vez mais inflacionadas pelos "estímulos" governamentais, a beira do colapso. É a erosão do capital moral - da responsabilidade pessoal, planejamento para o futuro, trabalho e poupança. Agora é a hora de acordar essa geração adormecida, aqueles que vão receber a conta de toda essa irresponsabilidade. É hora de preparar a juventude para O Fim do Estado Assistencialista.

 

Ajude a publicar e receba antes do lançamento oficial!

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Escolha Pública - Prefácio à edição brasileira

Publicado por Claudio Shikida em 03/06/2016 às 14h52

escolhapublicaAo leitor que alcançou este livro na prateleira e que anseia pelo início da leitura, sabidamente, o almoço principal, gostaria de oferecer duas pequenas “entradas” para que se lhe abra o apetite, ambas oferecidas neste pequeno prefácio.

Na primeira entrada, falo um pouco das minhas impressões sobre a Escolha Pública no Brasil e, na segunda, ofereço ao leitor algumas sugestões de leitura que podem ser muito úteis como complemento à leitura deste pequeno guia acerca da chamada “Escolha Pública (Public Choice)”. Como nenhuma entrada é prazeirosa sem uma boa prosa, ofereço alguns pensamentos para debate na terceira e última parte, a conclusão. 

 

Entrada I – Sobre a Escolha Pública no Brasil

A Escolha Pública entrou para o vocabulário acadêmico brasileiro em meados dos anos 80, por meio do notável trabalho de divulgação de Jorge Vianna Monteiro, hoje professor aposentado do Departamento de Economia da PUC-RJ. De lá para cá, muita coisa mudou. Notadamente, a Escolha Pública não é mais uma novidade: o próprio desenvolvimento da Ciência Econômica foi capaz de absorver diversos insights importantes de economistas do porte de James Buchanan, Kenneth Arrow e outros.


Além disso, uma nova geração surgiu, fruto desta busca intelectual pela compreensão mais apurada dos fenômenos das escolhas públicas. Poderia citar, certamente sendo injusto com muitos autores, nomes como Donald Wittman, Bryan Caplan, Daron Acemoglu, Allan Drazen, Alberto Alesina, Barry Weingast, dentre outros.

Na minha opinião, o que observamos nos últimos anos foi um vibrante movimento intelectual que nos deu novas ferramentas para a interpretação da história econômica (Douglass North), problemas de ação coletiva (Elinor Ostrom, Todd Sandler) e de conflitos (Jack Hirshleifer) e também para a análise das consequências econômicas da Lei (Richard Posner, Robert Cooter) para nos atermos apenas aos projetos de pesquisa mais fortemente interligados com o programa de pesquisa da Escolha Pública.

Sim, podemos dizer que temos hoje uma Escolha Pública muito mais bem equipada para compreender o mundo das ações coletivas de forma teórica, como acabei de explicar acima. Entretanto, empiricamente, também foram os últimos anos férteis em aperfeiçoamentos econométricos. Basta passar os olhos pelos artigos publicados em periódicos como Public Choice ou Constitutional Political Economy para se ter uma noção deste avanço.

Curiosamente, entretanto, toda esta riqueza intelectual não se transformou em mais ensino de Escolha Pública em salas de aula e, portanto, não vejo muito de sua influência no dia-a-dia da política. É verdade que entre a ciência e a prática das políticas públicas há um longo caminho e nem sempre esta leva em conta os critérios daquela, exceto, como nos ensina a própria Escolha Pública, quando alguns interesses prevalecem...

O atraso educacional no Brasil, refletido em nosso desempenho ridículo em testes como o PISA tem uma relação íntima com os baixos níveis de leitura e um modelo educacional que não incentiva a exploração científica da realidade, mesmo com mais de vinte anos desde o fim dos governos militares e com muitos recursos públicos aplicados à educação (e talvez o leitor entenda melhor o porquê disto após pensar no que terá lido neste livro...).

A ausência da Escolha Pública em nossas faculdades é, em parte, relacionado a este atraso. Mas há também os interesses daqueles que detêm o monopólio do ensino. A história do desenvolvimento científico, já nos ensinou Ronald Coase, não é nada mais do que a luta dos cientistas pelo avanço de seus objetivos particulares. Assim, aprendemos que mudanças acadêmicas também são parte do complexo processo demográfico, não apenas político ou econômico: as novas gerações não chegam aos postos de ensino tão rapidamente assim.

Dito isto, vamos à segunda entrada.

 

Entrada II – Para o infinito e além

O livro de Butler vem somar-se a uma categoria de livros que eu chamaria de divulgação das idéias da Escolha Pública. Não se trata de um livro avançado. Como diz Philip Booth, no prefácio à edição inglesa, ele pode ser considerado um guia para o tema. Eu adicionaria: um guia inicial.

Para minha agradável surpresa, o livro incorpora alguns desenvolvimentos recentes, como os problemas de irracionalidade racional que o prof. Caplan usou em seu The myth of the rational voter. Não incorpora, contudo, evidências empíricas, o que limita bastante o alcance prático do texto já que somente a retórica não ajuda a avançar as discussões de alterações em políticas públicas.

Como se trata de um guia e, além disso, com exemplos, eminentemente situados no hemisfério norte, creio que o leitor brasileiro ganharia bastante com leituras complementares. Permito-me, em prol de uma compreensão do tema mais robusta por parte do leitor, sugerir alguns livros.

O primeiro, editado pelo prof. Stephen Haber, é uma excelente coletânea que nos ajuda a entender o problema do capitalismo “de compadrio” (crony capitalism) sob uma perspectiva histórica. Ele nos dá um suporte de casos relacionados à realidade histórica latino-americana.

O segundo, mais recente, dos professores Musacchio e Lazzarini, deveria ser leitura obrigatória a todos aqueles que desejam entender como a (obesa) mão visível estatal atua no Brasil de hoje. Aliás, o Capitalismo de Laços de Lazzarini também deveria ser anexado a esta lista de leituras, lembrando ao leitor que a Escolha Pública não é, de forma alguma, sinônimo de “ideologia neoliberal voltada para a defesa dos empresários”.

A leitura cuidadosa destes livros certamente ajudará o leitor a apreciar melhor a aplicação de diversos conceitos aprendidos neste pequeno livro à compreensão dos problemas da economia política brasileira. Quem sabe, em um futuro não tão distante, o próprio leitor não seja mais um a aplicar estes mesmos conceitos (ou novos conceitos derivados destes) em sala de aula, em suas análises político-econômicas ou mesmo em propostas de políticas públicas? Mudanças importantes podem ser duradouras e isto geralmente ocorre, é bom lembrar, quando baseadas em boas idéias.

claudio_shikida

Conclusão

Iniciei este prefácio afirmando que a Escolha Pública não é mais uma novidade no país. Mesmo assim, sua disseminação tem sido lenta, pelo menos segundo minhas expectativas, famosas por seu pessimismo atroz. Acredito que a iniciativa conjunta da Bunker Editorial e do Estudantes Pela Liberdade (EPL) contribui para dar mais uma oportunidade aos leitores mais jovens, mais um título para sedimentar o processo de apreensão dos conceitos básicos utilizados nesta literatura.

Do meu contato inicial com a Escolha Pública até os dias de hoje já se vão algumas (poucas) dezenas de anos. Ofereço ao leitor a proposição – pessimista, claro, mas desafiadora – de que, de lá para cá, de forma irônica, a sociedade brasileira parece ter perdido quase todas as conquistas que conseguiu durante parte deste período. Perdemos o marco regulatório. Perdemos a estabilidade da inflação (será?). Perdemos a desburocratização. Perdemos a formação educacional das crianças e adolescentes. Consequentemente, perdemos também a capacidade de prosperar.

Será que estou correto ou exagero no pessimismo? Certamente não se pode responder a estas perguntas apenas com retórica. Estudos científicos são necessários e, claro, os melhores estudos são os que adotam um marco teórico adequado à realidade brasileira, uma realidade na qual o governo é um ator importante. Aliás, um péssimo ator que considera os milhões de brasileiros reles figurantes quando, na verdade, são todos atores nesta peça complexa cujo roteiro está oculto e dividido em cada um de nós.

É por isso que, acredito, estudar Escolha Pública e aplicar suas idéias a problemas brasileiros é um exercício mais do que necessário, é urgente.

Boa leitura.

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O que os shortinhos ensinam sobre a escola?

Publicado por Filipe Celeti em 25/02/2016 às 16h10

idressformeUm abaixo-assinado elaborado por alunas do Rio Grande do Sul tem recebido apoio nas redes sociais. Na carta direcionada à direção da escola são comentados diversos pontos abordados pelo feminismo e que é preciso uma mudança de política de vestimenta: (1) por conta do calor e (2) porque são os alunos que devem aprender a respeitar e não as aunas que devem evitar o desrespeito. O texto "Vai ter shortinho sim" tem gerado muitas discussões e debates nas redes sociais. Apesar do que se pensa a respeito do debate (a favor ou contra o uso de shortinhos nas escolas) é possível aprender algo com o debate? Eu penso que sim.

 

flaviodecarvalhoA vestimenta no Brasil

Não é de hoje que se debate a vestimenta no Brasil. Flávio de Carvalho (1899-1973), arquiteto e artista, chocou o centro de São Paulo, em 1959, ao sair pelas ruas com o seu New Look, um modelo de roupas que inventou para o clima tropical. O fato é que herdamos uma vestimenta desenvolvida em outros contextos culturais. Não se trata de chorar a nudez reprimida pela colonização e guerrear contra a opressão da gravata, mas de compreender que realmente nos vestimos de forma imprópria tendo em vista o clima quente no qual vivemos.

As mulheres, desde os tempos coloniais, se vestiam de vestidos com muitas camadas e com tecidos pesados, como o veludo. Ao longo dos séculos sempre copiaram as cortes europeias. Tudo era muito bem planejado para demonstrar seu status e posição social.

Um conjunto de descobertas e de acontecimentos trouxeram a máquina de costura e as cores do lado da tecnologia e as mulheres para as confecções do lado do mercado de trabalho. Mais participação das mulheres na indústria da moda diminuiu o tamanho das roupas e mudaram os cortes das peças. Eis a conquista feminina ao se apoderar das ferramentas e técnicas e trabalhar sua criatividade para uma moda mais prática;

 

E o short curto com a educação brasileira?

O episódio diz muito sobre a educação brasileira. Em primeiro lugar, as instituições de ensino estão mais preocupadas com o vestibular (a culpa é geral: dos pais, das universidades, dos sistemas de admissão etc.). Uma educação de qualidade não se faz nem só com resultados quantitativos, isto é, através de avaliações criteriosas de um conjunto de saberes e habilidades pré-determinados (coisa que o vestibular não é) e nem só com uma formação "para a vida". A pedagogia que troca o ensino de conteúdos pela arte de viver está fadada a não educar e a desencadear uma grande crise educacional, como falava Hannah Arendt em seu indispensável texto, A crise na educação. As alunas acertam quando criticam o tipo de educação que têm recebido.

shortinho

Outro problema é o despreparo dos docentes para executar a tarefa que lhes cabe. Se as roupas das alunas de 13 anos incomodam ou atrapalham a concentração dos professores, de modo a interromper suas aulas, significa que evidenciam problemas em fazer o que lhes cabe. Um professor que fica estimulado sexualmente por uma criança não deveria estar em sala de aula, no mínimo. Além do problema do campo das parafilias, expor uma aluna para toda a sala de aula, evidenciando que notem a roupa que ela usa, encaixa-se perfeitamente em assédio moral, endossado pela instituição que aprova o constrangimento.

Antes de fazer uma defesa total das alunas, outro problema da educação (familiar, escolar, religiosa, moral, intelectual etc.) brasileira é falhar miseravelmente no ensino da diferença entre público e privado. Quando uma escola privada é pensada enquanto espaço público há reivindicações muito estranhas. No caso das alunas, há um regimento escolar que impõe regras para o vestuário. A matrícula efetiva a concordância para com as regras da instituição. Elas, enquanto dependentes economicamente de seus pais, pouco podem fazer. Não significa que devam aceitar passivamente as regras. O abaixo-assinado serve justamente para demonstrar um descontentamento para com uma regra que se pensa desnecessária para o bom andamento do acordo firmado entre as partes. Se as alunas conseguirem apoio de suas famílias, podem ameaçar trocar de colégio. A perda de pagantes é um bom estímulo para mudar a regra do shortinho.

 

Liberdade e Autonomia

O que as alunas clamam é por liberdade! Querem poder decidir por si mesmas qual roupa usar. Como capacitar futuros adultos ao exercício da autonomia se negamos aos jovens decidir coisas simples como a vestimenta que usam? Dar esta possibilidade ao adolescente é lhe conferir responsabilidade sobre algo que lhe diz respeito: seu conforto, sua imagem, sua autoestima. É inclusive lhe conceder a responsabilidade por uma escolha ruim. Passar calor ou frio por ter escolhido a roupa inadequada ao clima é um aprendizado.

liberdade

Além disto, a roupa diz respeito à identidade do aluno. Torná-los todos iguais é tentar apagar o colorido da diversidade humana. As roupas, adereços, cabelos e comportamentos são importantes, especialmente na fase da vida na qual o adolescente quer se identificar com um grupo e é natural que isto ocorra.

Não são as alunas que devem explicações, é a escola. Como bem apontou Tom Palmer no capítulo "Por que ser libertário?", que abre o livro Liberdade: a ideia que está mudando o nosso mundo:

Alguém que deseja cantar uma música ou assar um bolo não deveria começar pedindo permissão a todas as outras pessoas do mundo para fazê-lo. Tampouco teria que refutar todas as possíveis razões contrárias ao cantar e ao assar. Se ela deve ser proibida de cantar ou assar, quem procura proibi-la deveria oferecer uma boa razão para justificar tal proibição. (p. 17)

Eu acredito na presunção da liberdade. Que as alunas estudem com roupas confortáveis e que o calor não atrapalhe os estudos.

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